{"id":8042,"date":"2024-12-12T07:24:00","date_gmt":"2024-12-12T10:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/aguaslindasnoticias.com.br\/?p=8042"},"modified":"2025-01-16T07:28:21","modified_gmt":"2025-01-16T10:28:21","slug":"o-que-esta-por-tras-do-aumento-das-catastrofes-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aguaslindasnoticias.com.br\/index.php\/2024\/12\/12\/o-que-esta-por-tras-do-aumento-das-catastrofes-climaticas\/","title":{"rendered":"O que est\u00e1 por tr\u00e1s do aumento das cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"\n<p><a href=\"mailto:?subject=O%20que%20est%C3%A1%20por%20tr%C3%A1s%20do%20aumento%20das%20cat%C3%A1strofes%20clim%C3%A1ticas&amp;body=Veja%20essa%20noticia%20no%20Jornal%20O%20Sul%20https:\/\/www.osul.com.br\/o-que-esta-por-tras-do-aumento-das-catastrofes-climaticas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><img decoding=\"async\" width=\"1620\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/www.osul.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/53726303581_1e56a59ca3_k.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.osul.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/53726303581_1e56a59ca3_k.jpg 1620w, https:\/\/www.osul.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/53726303581_1e56a59ca3_k-645x430.jpg 645w, https:\/\/www.osul.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/53726303581_1e56a59ca3_k-1000x667.jpg 1000w, https:\/\/www.osul.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/53726303581_1e56a59ca3_k-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.osul.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/53726303581_1e56a59ca3_k-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.osul.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/53726303581_1e56a59ca3_k-639x426.jpg 639w, https:\/\/www.osul.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/53726303581_1e56a59ca3_k-120x80.jpg 120w\"><\/p>\n\n\n\n<p>No Rio Grande do Sul, as piores enchentes da hist\u00f3ria do Estado deixaram, at\u00e9 o momento, mais de 150 mortos.<\/p>\n\n\n\n<p>Casos alarmantes de desastres clim\u00e1ticos n\u00e3o saem do notici\u00e1rio mundial. Nos quatro cantos do mundo h\u00e1 sinais claros de mudan\u00e7as na natureza, como as enchentes no Rio Grande do Sul, seca na Amaz\u00f4nia, inunda\u00e7\u00f5es e ondas de calor na \u00c1frica, calor extremo na \u00c1sia.<\/p>\n\n\n\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial (OMM), ligada \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas, alertou que, at\u00e9 agora, 2024 tem sido um ano particularmente ruim em termos de clima extremo, com secas, calor excessivo e inunda\u00e7\u00f5es causando graves danos \u00e0 sa\u00fade e aos meios de subsist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuase todas as regi\u00f5es do mundo registraram eventos clim\u00e1ticos e meteorol\u00f3gicos extremos de diferentes naturezas\u201d, afirma \u00c1lvaro Silva, especialista em clima da OMM.<\/p>\n\n\n\n<p>E embora nem todos os eventos clim\u00e1ticos extremos possam ser atribu\u00eddos \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica, eles est\u00e3o se tornando mais frequentes e mais perigosos devido \u00e0s emiss\u00f5es de gases de efeito estufa provenientes da queima de carv\u00e3o, petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, o Hemisf\u00e9rio Norte teve o ver\u00e3o mais quente dos \u00faltimos dois mil anos e, globalmente, 2024 est\u00e1 a caminho de ser ainda mais quente. A mudan\u00e7a clim\u00e1tica aumenta a evapora\u00e7\u00e3o das \u00e1guas e coloca mais vapor de \u00e1gua na atmosfera. Isso causa chuvas mais intensas e enchentes em algumas \u00e1reas, e secas mais extremas em outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Temperaturas mais altas levam a ondas de calor mais frequentes. Esse fator somado a temperaturas oce\u00e2nicas tamb\u00e9m mais altas causam estragos nos padr\u00f5es clim\u00e1ticos globais, resultando em efeitos d\u00edspares em todo o planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 apenas sobre a frequ\u00eancia e a intensidade que se ouve falar, mas tamb\u00e9m sobre as mudan\u00e7as no tempo e na dura\u00e7\u00e3o desses extremos\u201d, diz Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o sabemos mais o que \u00e9 normal no clima, porque vemos uma tend\u00eancia crescente de eventos extremos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A influ\u00eancia da mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 evidente quando se observam as tend\u00eancias clim\u00e1ticas a longo prazo, mas s\u00f3 recentemente foi poss\u00edvel determinar seu papel em eventos clim\u00e1ticos espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>No Rio Grande do Sul, as piores enchentes da hist\u00f3ria do Estado deixaram, at\u00e9 o momento, mais de 150 mortos, sem contar os desaparecidos que s\u00e3o mais de 100. Ao todo, mais de 2 milh\u00f5es de pessoas foram afetadas diretamente pela trag\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Cientistas j\u00e1 apontaram os efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, al\u00e9m do fen\u00f4meno clim\u00e1tico El Ni\u00f1o, que aquece as \u00e1guas do Oceano Pac\u00edfico nessa \u00e9poca do ano, para explicar as enchentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo publicado pelo grupo franc\u00eas Laborat\u00f3rio de Ci\u00eancias Clim\u00e1ticas e Ambientais (LSCE, na sigla em franc\u00eas) concluiu que as fortes chuvas no Estado podem ser atribu\u00eddas principalmente \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica causada pelo homem.<\/p>\n\n\n\n<p>A World Weather Attribution (WWA) \u2013 uma iniciativa de cientistas que investiga em que medida a mudan\u00e7a clim\u00e1tica desempenhou um papel nos recentes eventos clim\u00e1ticos extremos \u2013 est\u00e1 trabalhando em seu pr\u00f3prio estudo. Mas a l\u00edder da WWA, Friederike Otto, afirma que as enchentes anteriores no Brasil estavam claramente ligadas \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Somada ao clima, a vulnerabilidade tamb\u00e9m desempenha um papel muito importante nos danos causados pelas enchentes, com alguns engenheiros apontando a falta de prepara\u00e7\u00e3o e problemas de infraestrutura na regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Rio Grande do Sul, as piores enchentes da hist\u00f3ria do Estado deixaram, at\u00e9 o momento, mais de 150 mortos. Casos alarmantes de desastres clim\u00e1ticos n\u00e3o saem do notici\u00e1rio mundial. 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