{"id":5832,"date":"2023-01-04T10:15:34","date_gmt":"2023-01-04T13:15:34","guid":{"rendered":"https:\/\/aguaslindasnoticias.com.br\/index.php\/2023\/01\/04\/com-400-dependentes-quimicos-ja-atendidos-acolhe-df-dispoe-de-330-vagas\/"},"modified":"2023-01-04T10:15:34","modified_gmt":"2023-01-04T13:15:34","slug":"com-400-dependentes-quimicos-ja-atendidos-acolhe-df-dispoe-de-330-vagas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aguaslindasnoticias.com.br\/index.php\/2023\/01\/04\/com-400-dependentes-quimicos-ja-atendidos-acolhe-df-dispoe-de-330-vagas\/","title":{"rendered":"Com 400 dependentes qu\u00edmicos j\u00e1 atendidos, Acolhe DF disp\u00f5e de 330 vagas"},"content":{"rendered":"\n<p>Programa da Sejus tem parceria com 12 comunidades terap\u00eauticas a fim de cuidar da preven\u00e7\u00e3o, do acolhimento e da reinser\u00e7\u00e3o de pessoas com depend\u00eancia na sociedade<\/p>\n\n\n\n<p>Catarina Lima, da Ag\u00eancia Bras\u00edlia | Edi\u00e7\u00e3o: Claudio Fernandes&nbsp;Em um ano e tr\u00eas meses de exist\u00eancia, o Programa Acolhe DF atendeu 400 dependentes qu\u00edmicos e seus familiares. Atualmente, a Sejus disp\u00f5e de 330 vagas distribu\u00eddas em 12 comunidades terap\u00eauticas parceiras, al\u00e9m de oferecer assist\u00eancia psicossocial ativa, que pode ser individual ou coletiva, de forma presencial ou online. O programa Acolhe DF \u00e9 executado pela Subsecretaria de Pol\u00edticas de Enfrentamento \u00e0s Drogas (Subed) da Secretaria de Justi\u00e7a e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasilia.df.gov.br\/wp-conteudo\/uploads\/2022\/10\/Dentro-5-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-438000\"\/><figcaption>Um dos eixos da pol\u00edtica de enfrentamento \u00e0s drogas, o acolhimento \u00e9 feito por meio de comunidades terap\u00eauticas parceiras | Fotos: Renato Ara\u00fajo\/Ag\u00eancia Bras\u00edlia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A subsecret\u00e1ria de Enfrentamento \u00e0s Drogas da Sejus, Gilce Santana Teles, falou da import\u00e2ncia das tr\u00eas diretrizes b\u00e1sicas da pol\u00edtica nacional de enfrentamento \u00e0s drogas. \u201cN\u00f3s temos eixos principais que s\u00e3o a preven\u00e7\u00e3o, o acolhimento e a reinser\u00e7\u00e3o. Na preven\u00e7\u00e3o, atuamos mais nas escolas, por meio de palestras e atividades que previnam a depend\u00eancia qu\u00edmica. No acolhimento, s\u00e3o 330 vagas sociais, distribu\u00eddas em comunidades terap\u00eauticas que s\u00e3o parceiras do GDF, por meio de termos de parceria. As comunidades s\u00e3o fiscalizadas por servidores nossos. Essa \u00e9 a pol\u00edtica de acolhimento\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento em comunidades terap\u00eauticas tem dura\u00e7\u00e3o de seis a nove meses em m\u00e9dia. Segundo Gilce, o GDF paga R$ 1 mil por paciente que esteja em tratamento em comunidade terap\u00eautica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasilia.df.gov.br\/wp-conteudo\/uploads\/2022\/10\/Gilce-Santana-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-438001\"\/><figcaption>Subsecret\u00e1ria de Enfrentamento \u00e0s Drogas da Sejus, Gilce Santana Teles afirma que a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 feita principalmente nas escolas, por meio de palestras e atividades<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A subsecret\u00e1ria lembrou que n\u00e3o s\u00e3o todos os dependentes qu\u00edmicos que precisam de acolhimento em comunidades terap\u00eauticas. Alguns recebem atendimento psicossocial. \u201cEssas pessoas querem aquele encontro semanal, quinzenal para conversar com psic\u00f3logo, com assistente social\u201d, explicou Gilce.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados da Subed, existem hoje 40 dependentes qu\u00edmicos e familiares em atendimento ativo (frequentando regularmente os encontros) de forma presencial ou remota e sendo encaminhados para os diversos servi\u00e7os p\u00fablicos do GDF. Esse servi\u00e7o n\u00e3o tem prazo para ser conclu\u00eddo, a pessoa pode ficar o tempo que for necess\u00e1rio na terapia. O atendimento psicossocial \u00e9 mais procurado por mulheres. J\u00e1 o acolhimento tem uma procura maior por parte de homens.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasilia.df.gov.br\/wp-conteudo\/uploads\/2022\/10\/RNA_9906-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-438005\"\/><figcaption>As comunidades terap\u00eauticas proporcionam um ambiente no qual o dependente qu\u00edmico volta a ter rotinas di\u00e1rias e conta com apoio psicossocial antes da reinser\u00e7\u00e3o na sociedade<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O terceiro eixo do Acolhe DF, a reinser\u00e7\u00e3o, \u00e9 o retorno da pessoa \u00e0 sociedade. \u201cTentamos reinserir a pessoa com autonomia financeira e social. Encaminhamos para vagas de emprego, cursos de capacita\u00e7\u00e3o. Temos, por exemplo, uma parceria com o RenovaDF\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mais uma chance<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 23 dias na comunidade de acolhimento Salve a Si, B.S., 32 anos, que foi usu\u00e1ria de \u00e1lcool por 17 anos e crack por sete anos, acredita que agora conseguir\u00e1 fazer parte do grupo de menos de 50% dos usu\u00e1rios que conseguem deixar a depend\u00eancia. No momento, ela busca voltar a ter rotinas como tomar caf\u00e9 da manh\u00e3, banho, fazer comida e almo\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando estamos usando drogas, n\u00e3o temos nenhum tipo de rotina. J\u00e1 cheguei a ficar uma semana sem tomar banho\u201d, lembra. B. est\u00e1 no momento cuidando da horta da comunidade. Ela sonha em voltar para perto dos filhos de 13 anos, 11 anos, dois anos e meio e um ano e cinco meses, ter um emprego e moradia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasilia.df.gov.br\/wp-conteudo\/uploads\/2022\/10\/Hemrique-Franca-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-438002\"\/><figcaption>Fundador da comunidade de acolhimento Salve a Si, Henrique Fran\u00e7a destaca o tratamento integrado e multifacetado oferecido aos dependentes qu\u00edmicos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Henrique Fran\u00e7a, fundador do Salve a Si, disse que o objetivo maior da entidade \u00e9 ajudar o dependente qu\u00edmico a livrar-se da depend\u00eancia por meio de um modelo de tratamento integrado e multifacetado, em que v\u00e1rios profissionais atuam, como psiquiatra, psic\u00f3loga e assistente social\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>A Salve a Si existe h\u00e1 22 anos, 14 dos quais trabalhando com homens e, nos \u00faltimos dois anos e meio, com mulheres. Quem quiser ser atendido pelo Acolhe DF deve entrar em contato com o programa por meio do telefone (61) 98314-0639.<\/p>\n\n\n\n<p>A atual estrutura da Subed existe desde 2019. As parcerias com as comunidades terap\u00eauticas foram firmadas com a Sejus em 2018, para serem executadas em cinco anos, de 2019 a 2023. O Acolhe DF veio em 2021, para complementar o servi\u00e7o prestado, oferecendo \u00e0 comunidade apoio psicossocial, com especialistas como psic\u00f3logos, assistentes sociais, pedagogos e agentes sociais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Programa da Sejus tem parceria com 12 comunidades terap\u00eauticas a fim de cuidar da preven\u00e7\u00e3o, do acolhimento e da reinser\u00e7\u00e3o de pessoas com depend\u00eancia na sociedade Catarina Lima, da Ag\u00eancia Bras\u00edlia | Edi\u00e7\u00e3o: Claudio Fernandes&nbsp;Em um ano e tr\u00eas meses de exist\u00eancia, o Programa Acolhe DF atendeu 400 dependentes qu\u00edmicos e seus familiares. 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