{"id":5578,"date":"2023-01-04T10:13:54","date_gmt":"2023-01-04T13:13:54","guid":{"rendered":"https:\/\/aguaslindasnoticias.com.br\/index.php\/2023\/01\/04\/grandes-mulheres-da-construcao-de-brasilia\/"},"modified":"2023-01-04T10:13:54","modified_gmt":"2023-01-04T13:13:54","slug":"grandes-mulheres-da-construcao-de-brasilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aguaslindasnoticias.com.br\/index.php\/2023\/01\/04\/grandes-mulheres-da-construcao-de-brasilia\/","title":{"rendered":"Grandes mulheres da constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia"},"content":{"rendered":"\n<p>Conhe\u00e7a exemplos da importante participa\u00e7\u00e3o feminina na forma\u00e7\u00e3o da capital federal<\/p>\n\n\n\n<p>Carolina Caraballo, da Ag\u00eancia Bras\u00edlia | Edi\u00e7\u00e3o: Chico Neto&nbsp;A constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia tem uma face feminina que poucos conhecem. Em meio \u00e0 terra avermelhada, ao lado de nomes como Lucio Costa, Juscelino Kubitschek e Oscar Niemeyer, mulheres de contextos culturais muito distintos participaram da cria\u00e7\u00e3o da capital federal. Eram m\u00e3es, esposas, caminhoneiras, professoras, cozinheiras \u2013 perfis contrastantes de pessoas que tinham a coragem como ponto em comum.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cConversei com uma senhora que passou por uma ces\u00e1rea a seco, sem analgesia, tamanha a precariedade dos acampamentos nos tempos da constru\u00e7\u00e3o\u201dT\u00e2nia Fontenele, professora<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Esse brio \u00e9 conhecido de perto pela professora T\u00e2nia Fontenele. Doutora em Hist\u00f3ria Cultural, Mem\u00f3rias e Identidades pelas universidades de Bras\u00edlia (UnB) e de Montreal (Canad\u00e1), ela \u00e9 autora do livro&nbsp;<em>Poeira e Batom no Planalto Central \u2013 50 Mulheres na Constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia<\/em>, obra que deu origem ao document\u00e1rio hom\u00f4nimo. \u201cTive contato com hist\u00f3rias que emocionam pela sua for\u00e7a, narrativas que trazem um lado muito mais humano da cria\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia\u201d, conta. \u201cSaem da monumentalidade que envolve a constru\u00e7\u00e3o de uma cidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.agenciabrasilia.df.gov.br\/wp-conteudo\/uploads\/2022\/04\/Mulheres_Pioneiras-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-396293\"\/><figcaption>Arte: Ag\u00eancia Bras\u00edlia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os relatos mostram realidades diversas. H\u00e1 mulheres que chegaram ao Planalto Central no pau de arara, fugindo da seca. Outras abriram m\u00e3o de uma vida confort\u00e1vel nas grandes capitais para viver sem \u00e1gua encanada ou luz el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cConversei com uma senhora que passou por uma ces\u00e1rea a seco, sem analgesia, tamanha a precariedade dos acampamentos nos tempos da constru\u00e7\u00e3o\u201d, conta a pesquisadora. \u201cMinha pr\u00f3pria m\u00e3e saiu do Rio de Janeiro, uma das cidades brasileiras mais cosmopolitas em 1960, para dar aula de Geografia em uma Taguatinga rec\u00e9m-criada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasilia.df.gov.br\/wp-conteudo\/uploads\/2022\/04\/interna-4-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-395457\"\/><figcaption>T\u00e2nia Fontenele pesquisa a hist\u00f3ria das mulheres que ajudaram a formar o DF: \u201cTive contato com hist\u00f3rias que emocionam pela sua for\u00e7a, narrativas que trazem um lado muito mais humano da cria\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia\u201d | Foto: Tony Oliveira\/Ag\u00eancia Bras\u00edlia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a feminina durante a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, apesar de numerosa, padeceu de invisibilidade por muitos anos. Alguns nomes ganharam notoriedade na hist\u00f3ria. \u00c9 o caso de Zenaide Barbosa dos Santos, que serviu cafezinho \u00e0 comitiva presidencial na primeira vez em que JK pisou no Planalto Central. Ou o de J\u00falia Kubitscheck, m\u00e3e e for\u00e7a-motriz por tr\u00e1s do homem que ousou criar uma cidade no centro do pa\u00eds. Mas as hist\u00f3rias de grandes mulheres como Dona Coracy, Tia Neiva e Mercedes Parada, entre tantas outras, merecem destaque.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dona Coracy<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.agenciabrasilia.df.gov.br\/wp-conteudo\/uploads\/2022\/04\/Dona-Coracy-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-396290\"\/><figcaption>Coracy Uch\u00f4a Pinheiro fundou a Associa\u00e7\u00e3o das Pioneiras Sociais | Foto: Arquivo P\u00fablico<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ela chegou a Bras\u00edlia ao lado do marido. Coracy Uch\u00f4a Pinheiro e Israel Pinheiro, o rec\u00e9m-empossado presidente da Novacap, foram os primeiros moradores do Catetinho. Nascida em Paracatu (MG), acostumada a viver na fazenda, Dona Coracy n\u00e3o estranhou muito o desconforto de uma cidade em plena constru\u00e7\u00e3o. E, diante do jeito fechado do companheiro, logo assumiu o papel de ponte entre o gestor e os candangos.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto Israel Pinheiro comandava as obras de constru\u00e7\u00e3o da capital federal, Dona Coracy dedicava-se \u00e0s demandas dos mais necessitados. Providenciava rem\u00e9dios, atendimento m\u00e9dico e escolas para os candangos. Era acionada at\u00e9 quando precisavam fazer enterros, j\u00e1 que ainda n\u00e3o havia cemit\u00e9rio na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu trabalho social foi consolidado na Associa\u00e7\u00e3o das Pioneiras Sociais, entidade que fundou juntamente com Sarah Kubitschek. Dona Coracy morreu em 2013, aos 107 anos. Com Israel Pinheiro, teve nove filhos, 30 netos e dez bisnetos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tia Neiva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.agenciabrasilia.df.gov.br\/wp-conteudo\/uploads\/2022\/04\/Tia-Neiva-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-396289\"\/><figcaption>Neiva Zelaya, a Tia Neiva, criou a Uni\u00e3o Espiritualista Seta Branca, que deu origem ao Vale do Amanhecer | Foto: Arquivo P\u00fablico<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Sergipana de Propri\u00e1, Neiva Chavez Zelaya fez de tudo. Foi costureira, fot\u00f3grafa, agricultora e motorista de \u00f4nibus. Seu caminho cruzou com o de Bras\u00edlia quando, morando no munic\u00edpio goiano de Jaragu\u00e1, comprou um caminh\u00e3o e passou a transportar materiais para construir o sonho de JK.<\/p>\n\n\n\n<p>Dividia a vida de caminhoneira com trabalhos sociais. Teve um abrigo para crian\u00e7as no N\u00facleo Bandeirante, dava comida a quem tinha fome e passou a ser conhecida como Tia Neiva. Por conta de suas vis\u00f5es medi\u00fanicas, criou a Uni\u00e3o Espiritualista Seta Branca, embri\u00e3o que deu origem \u00e0 comunidade religiosa Vale do Amanhecer.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mercedes Parada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A normalista goiana chegou ao Planalto Central em 1957. Mercedes Ribas Parada nunca tinha atuado como top\u00f3grafa na vida, mas, orientada pelo marido, o engenheiro Joffre Mozart Parada, delimitou tamanho e local de cada uma das 102 fazendas que deram origem ao Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ter tra\u00e7ado o mapa original do DF, seu nome n\u00e3o aparece nos registros da constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia. A casinha de onde transformava em planta cartogr\u00e1fica os dados trazidos pelo marido est\u00e1 de p\u00e9 at\u00e9 hoje, na Candangol\u00e2ndia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a exemplos da importante participa\u00e7\u00e3o feminina na forma\u00e7\u00e3o da capital federal Carolina Caraballo, da Ag\u00eancia Bras\u00edlia | Edi\u00e7\u00e3o: Chico Neto&nbsp;A constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia tem uma face feminina que poucos conhecem. 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